» » » Disputa federal! PT e PDT acertam na estratégia, enquanto PSL e PSD erram feio; DEM sobrevive

Foto:Reprodução
Na Bahia, alguns partidos acertaram em cheio na estratégia para a Câmara Federal, enquanto outros erraram e feio. Veja abaixo uma rápida análise e consequentemente, os eleitos, por partido.
PT – Mais uma vez, foi eficaz. Apostou na imagem de Lula e emplacou 8 deputados. Nelson Pelegrino, por exemplo, que beirava a degola, colou a imagem no ex-presidente e saiu vitorioso. O PT elegeu a maior bancada na Bahia: oito deputados. Os outros sete foram: Jorge Solla, Afonso Florence, Zé Neto, Caetano, Waldenor Pereira, Valmir Assunção e Josias Gomes.
PSD – Elegeu apenas quatro deputados federais, pois o presidente da sigla na Bahia, o experiente senador Otto Alencar deixou o coração falar mais que a razão. Otto concentrou mais esforços em seu filho, Otinho, que arrematou 185.428 votos. Se dividisse melhor a conta, elegeria, no mínimo, mais dois, já que o PSD fez parte do chapão de Rui. Os outros três que ganharam foram: Antônio Brito, Sérgio Brito e José Nunes.
PP – João Leão fez a estratégia certinha. Concentrou as forças da sigla em cinco deputados federais e elegeu quatro. São eles: Ronaldo Carletto, Cacá Leão, Mário Negromonte Júnior e Cláudio Cajado. Somente Marcos Medrado não teve a votação necessária.
DEM – Foi uma das eleições proporcionais mais sofridas do partido na Bahia, mas conseguiu quatro cadeiras na Câmara Federal. Porém, perdeu um importante nome: o combativo José Carlos Aleluia. Os integrantes da sigla, a exemplo de Paulo Azi e Arthur Maia, sofreram bastante com o desgaste proporcionado pela reforma trabalhista. Outro fator negativo, foram as ausências de candidatos a governador e a presidente competitivos. José Ronaldo e Geraldo Alckmin decepcionaram. Com isso, pode-se afirmar que os deputados do DEM se superaram, apesar da “meia vitória”. Foram eleitos ainda Elmar Nascimento e Leur Lomanto Júnior.
PDT – Foi corajoso e fez a estratégia mais inteligente da campanha proporcional. Seu presidente, Félix Mendonça Júnior, abriu mão de uma eleição tranquila no chapão de Rui e até mesmo de votos pessoais, como os de Dr. Mangabeira (Itabuna) e Cosme Araújo (Ilhéus), lançados candidatos. O resultado foi eficaz: elegeu, além de Félix, o Pastor Alex Santana.. Além disso, Ciro, o presidenciável da legenda, teve na Bahia a maior média no Brasil. Porém, os votos de legenda foram pouco mais de 40 mil e não ajudaram a alcançar uma terceira vaga.
Avante – O partido contou com a maluquice do Pastor Sargento Isidório, que pipocou de votos (mais de 323 mil) e garantiu duas vagas na Câmara Federal. Tito de Barreiras foi o felizardo. Porém, vale ressaltar, se o PROS, que coligou com o Doido, ajudasse um pouquinho, elegeria três parlamentares.
PRB – Manteve duas cadeiras, mas teve a desagradável surpresa da derrota de Tia Eron. A parlamentar teve a mesma dificuldade dos integrantes do DEM e ainda sofreu bastante com as famosas “Fake News”. Os eleitos do PRB foram Márcio Marinho e o netista João Roma.
PCdoB – Elegeu dois, mas ainda tem possibilidade de emplacar na Câmara Federal Isac, que aguarda ansiosamente decisão do TRE. Por enquanto, seus votos ainda não foram computados. Confirmados os nomes de Alice Portugal e Daniel Almeida.
PSB – Pongou no chapão de Rui e conseguiu eleger Marcelo Nilo e Lídice da Mata sem dificuldades.
PHS – Surfou na carona de Bolsonaro e na incompetência do PSL baiano. Conseguiu duas vagas na Câmara Federal com Igor Kannário e Pastor Abílio Santana. Se saísse sozinho, faria apenas um.
PR – Como previsto elegeu dois deputados federais: Jonga Bacelar e Zé Rocha.
Podemos – Bacelar, presidente da sigla, pipocou de votos: 149.274 votos. Mas sofreu da mesma doença de Dr. Otto Alencar. Poderia ter lançado mais um nome, dividir os votos e garantir duas cadeiras.
PSDB – Foi uma tragédia anunciada! Elegeu apenas Adolfo Vianna. O recuo, na boca da eleição, do presidente da sigla, João Gualberto, foi inoportuno. Para completar, Antônio Imbassahy teve apenas 66.320 votos e Cezar Leite, que faz parte do MBL, não conseguiu aproveitar a força do movimento e teve apenas 17.927 votos.
PSL – O partido tinha a faca, o queijo, a bala e o revólver na mão. Mas fez uma estratégia extremamente equivocada e elegeu apenas a Professora Dayane Pimentel. Faltou coragem e ousadia. Era para ter saído sozinho e explorado mais a força de Bolsonaro, pois elegeria pelo menos dois deputados federais. Para se ter uma ideia, mesmo sem explorar “devidamente” o presidenciável, teve 26.903 votos de legenda.
PPL – O jovem político Uldurico Júnior, que estava na berlinda, conseguiu dar um belo drible nos “experientes” das siglas PSC, PTB e SD, garantindo a única vaga da coligação. Uldurico jogou certo e acertou na urna.
PRP – Raimundo Costa, de Valença, que é ligado aos pescadores, conseguiu uma vitória inesperada. Foi o menos votado com 38.829 votos. Garantiu a sua legenda uma cadeira na Câmara Federal. Nos bastidores, a expectativa era que a coligação formada por PRP, PMN, PTC e PMB nem atingiria o coeficiente eleitoral.
MDB – Não conseguiu eleger nenhum deputado federal. Lúcio Vieira Lima até organizou bem o partido e bateu mais de 55 mil votos. Porém, nomes como Nestor Neto, que imaginava passar de 30 mil votos e Rui Macedo, que calculava 50 mil votos, deram vexame nas urnas. Nestor bateu 7.674 e Rui apenas 8.367 votos. Resultado: a sigla não atingiu o coeficiente eleitoral.
REDE/ Patriota – Como esperado, a coligação não elegeu nenhum parlamentar. O que surpreendeu foi a pífia votação do deputado federal Erivelton Santana: apenas 22.209 votos.
PSOL – Não elegeu nenhum parlamentar, mas obteve mais de 68 mil votos. É um partido leve, combativo e destaque na esfera nacional. Necessita urgentemente de quadros bons de voto na Bahia. Em algumas situações, inclusive, compor é necessário. Destaque para a jovem advogada Laina Crisóstomo, que gastou pouco mais de R$20 mil reais e foi a mais votada da sigla com 13.855 votos. Já Hamilton Assis, que teve tempo de televisão e já disputou até eleição majoritária, não alcançou nem 10 mil votos. O PSOL precisa de representante na Bahia.

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