» » » Políticos lamentam morte de mestre de capoeira após suposta discussão política

Redação

Eles criticaram a suspeita de motivação do crime, que teria envolvido uma discussão com um eleitor de Jair Bolsonaro (PSL).

Foto: Reprodução/ Facebook/ Arquivo Pessoal

A morte do mestre capoeirista e compositor mestre Moa de Katendê, Romualdo Rosário da Costa, de 63 anos, que teria ocorrido após uma discussão política, causou comoção entre políticos baianos. Eles criticaram a suspeita de motivação do crime, que teria envolvido uma discussão com um eleitor de Jair Bolsonaro (PSL), em um bar, hipótese que ainda é investigada pela polícia. 

Ex-candidato à Presidência pelo PSOL, Guilherme Boulos lamentou a morte via Instagram. “Mestre Moa, assassinado em Salvador, vítima do ódio e da violência que ganha estímulo e força com Bolsonaro! Não podemos permitir que o fascismo vença nas urnas. Moa Presente!”, publicou.
Para a vereadora de Salvador, Aladilce (PCdoB), a morte de Mestre Moa deixa toda a comunidade negra de luto e reflete o crescimento da violência motivada por questões políticas. “Mestre Moa foi vítima do fascismo, vítima da onda de ódio que tem sido estimulada por Bolsonaro e seus seguidores, que defendem que as diferenças sejam resolvidas com violência e extermínio dos que pensam de forma oposta”, afirmou Aladilce, em nota.
Ela ainda levar o caso à Câmara para que os demais vereadores se posicionem. “Os partidários de Bolsonaro e todos aqueles que o apoiam precisar refletir sobre o que estão fazendo com o país. Não dá pra levar o incentivo à violência na brincadeira, no vale-tudo para se ganhar uma eleição, enquanto pessoas estão sendo assassinadas pela mentalidade fascista”, concluiu.
O vereador Hilton Coelho (Psol) disse que Moa de Katendê “foi vítima de um assassino frio que não sabe usar a força dos argumentos políticos e só sabe usar os argumentos da força”. “Lamentável ver uma amostra do que a ignorância e a cegueira política são capazes”, afirmou, também em nota.
O ex-governador e senador eleito da Bahia, Jaques Wagner (PT), também repudiou o atos de violência e pediu justiça pela morte do capoeirista. “Considero inaceitável o assassinato do Mestre Moa do Katendê, nesta madrugada em Salvador, por motivação política. Manifesto minha solidariedade à família e espero que a justiça seja feita. É deplorável que a diversidade de posicionamentos, a maior riqueza da democracia motive perseguições e até mortes. E faço um alerta: ou voltamos para a normalidade democrática com garantia de liberdade de opinião e respeito às diferenças ou viraremos um faroeste, uma terra sem lei”, disse Wagner, nas redes sociais.

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