» » Sob tortura, fundador do Grupo Gay de Lauro de Freitas é assassinado

Alexandro em fevereiro deste ano. Foto: reprodução/Facebook
De acordo com a versão do amigo, Alex, como é chamado por pessoas próximas, foi visto pela última vez na noite da última sexta-feira (12/4), em um bar próximo ao Centro de Lauro de Freitas, acompanhado de duas vizinhas. “Ele saiu da mesa dizendo que ia ao banheiro de casa, que fica a uns 50 metros do bar, porque não queria usar o banheiro de lá mas voltaria. Pegou as coisas dele e saiu com o carro. O pessoal ficou na mesa.”, lembra Franklin.
Crédito da Foto: reprodução/Facebook
Franklin conta que a vizinhança não estranhou a saída porque era de costume, mas diz que Alessandro não tinha hábito se ausentar sem avisar a familiares e amigos. Ele diz que na manhã seguinte a casa estava aberta, sem sinais de arrombamento e pertences sumidos, mas o carro e os pertences que a vítima usava no dia do desaparecimento ainda não foram encontrados.
Amigo desde 2006, Franklin define Alexandro como uma pessoa extrovertida e verdadeira, que gostava de ajudar os outros. “Ele tinha acabado de se formar em psicologia, não tinha problema com ninguém. É um crime que a gente não entende, ele saiu de casa e não voltou mais”.
Segundo a Polícia Civil, pessoas estão sendo ouvidas e outras providências de Polícia Judiciária estão sendo adotadas para esclarecer a autoria e motivação do crime. O caso está sendo investigado na 22ª Delegacia de Simões Filho.
O fundador e ex-presidente do Grupo Gay de Lauro de Freitas, Alessandro Bráulio Matos Fraga, de 33 anos, foi encontrado morto na manhã do último sábado (13/4), em Pedreira, localidade entre a região de Areia Branca e Simões Filho. O corpo, identificado por amigos e familiares no Instituto Médico Legal (IML) no dia seguinte ao crime, foi encontrado com sinais de tortura, espancamento e duas perfurações por arma de fogo.
Fraga também era servidor da Prefeitura de Lauro de Freitas, onde coordenava o Centro de Teste e Acolhimento (CTA) para portadores de doenças sexualmente transmissíveis.
Ao Aratu On, o também coordenador do CTA, colega de trabalho e companheiro de militância, Franklin Silva, conta que a família começou a procurar por Alexandro por volta das 10h do domingo e encontraram o corpo às 22h. Segundo ele, o médico legista teria dito a família que a pessoa que cometeu o crime “devia estar com muita raiva”.Aratu On


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