» » » Investigação de assassinato de testemunha da Lava Jato é arquivada sem solução

José Roberto Soares Vieira, o 'Roberto do PT', testemunhou no âmbito da Operação Lava Jato sobre desvios de recursos na Transpetro.
Foto: reprodução/YouTube
Embora não tenham apontado nenhum culpado, o Ministério Público do Estado da Bahia e a Polícia Civil arquivaram a investigação do assassinato de José Roberto Soares Vieira, o ‘Roberto do PT’, que testemunhou no âmbito da Operação Lava Jato sobre desvios de recursos na Transpetro.
Roberto Vieira foi morto dia 18 de janeiro de 2018, atingido por nove tiros na rodovia BA-522, em Candeias, na Região Metropolitana de Salvador.
O assassinato aconteceu dois meses após Vieira prestar depoimento à Polícia Federal e se tornar a principal testemunha das investigações que levaram à prisão do ex-gerente da Transpetro na Bahia José Antonio de Jesus.
A investigação do assassinato de Roberto Vieira foi arquivada ‘por ausência de indícios de autoria, após conclusão do inquérito policial’, de acordo com publicação do jornal Folha de São Paulo. Como não houve avanço nas investigações, o Ministério Público do Estado da Bahia não apresentou denúncia à Justiça.
Em nota, o Ministério Público informou que “o arquivamento não significa a extinção do inquérito” e que “outras investigações podem ser realizadas caso surjam novas informações”.
Responsável pelo caso, o delegado Marcos Laranjeiras também afirmou que reabrirá as investigações caso surjam fatos novos. “Infelizmente, não obtivemos nenhum indício em relação à autoria, nada de concreto”, disse o delegado à Folha.
Roberto Vieira foi morto na porta de sua empresa em Candeias. Ele era filiado ao PT e ex-vice-prefeito da cidade de Ourilândia (452 km de Salvador) entre 2013 e 2016.
Vieira era um dos donos da JRA Transportes, empresa que teve como sócio, entre 2011 e 2013, o filho de José Antônio de Jesus.
O ex-gerente da Transpetro foi preso em novembro de 2017, acusado de receber propinas que chegaram a R$ 7,5 milhões por meio de empresas e contas bancárias de familiares. Os recursos, segundo investigações do Ministério Público Federal, seriam destinados ao PT da Bahia.
Em julho no ano passado, José Antônio de Jesus foi condenado a 12 anos de prisão e seis meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro pelo então juiz Sergio Moro, hoje ministro da Justiça. Ele está preso em Curitiba.

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