» » Salvador não registra mortes por covid-19 nos últimos seis dia

Após meses complicados, Salvador parece estar entrando em um melhor momento com relação ao novo coronavírus, tanto em número de óbitos, quanto em relação à quantidade de novos casos.

Foto: Romildo de Jesus / Tribuna da Bahia / Arquivo

Após meses complicados, Salvador parece estar entrando em um melhor momento com relação ao novo coronavírus, tanto em número de óbitos, quanto em relação à quantidade de novos casos. No primeiro caso, de acordo com a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), desde o último dia 17 deste mês, não foram registradas mortes pela doença na capital baiana, com a quantidade mantendo-se em 2.614. No boletim divulgado em 16 de setembro, o número de óbitos estava em 2.612. A taxa de letalidade estava em 3,13%.

Quando é observado o número de novos registros do novo coronavírus na cidade, os índices ainda crescem, mas em ritmo bem menor do que em relação ao percebido outrora, nos meses mais tensos da pandemia. Também de acordo com o órgão estadual, o número de casos confirmados de covid-19 foi de 83.453, no último domingo, “apenas” 40 a mais em relação ao que foi registrado no sábado: 83.413. E 161 acima do observado na última sexta-feira: 83.292.

Por bairro, pegando pelo menos a cinco regiões que ocupam as primeiras colocações em número de casos da doença, os índices vêm apresentando certa estabilidade. Pernambués, que ocupa o primeiro lugar no ranking, teve um crescimento de 2,75% entre os últimos dias 15 e 20 deste mês. Santa Cruz, o segundo, teve elevação de 3,25% no mesmo período.

Pituba e Brotas, que no início da pandemia lideravam com folga as estatísticas, agora começam a se aproximar da estabilidade, com taxas abaixo de 1,5% de novos casos. Já a região de São Cristóvão, que passou recentemente pelas medidas restritivas impostas pela Prefeitura, teve um aumento de 4,37% na quantidade de casos, chegando a quinta colocação no geral, em Salvador.

Ainda com relação aos casos, se puder ser traçado um perfil da doença, na capital baiana, os dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) apontam que a doença atinge mais mulheres (55%), pardas (50%) e com idade entre 30 e 39 anos (24%). Entre os profissionais de saúde, dos mais de 83 mil casos, pouco mais de 10 mil atingiram médicos, enfermeiros, entre outras pessoas do segmento. Já quase 11 mil moradores da capital baiana que foram infectados pelo novo coronavírus tiveram alguma comorbidade associada, como diabetes, hipertensão ou doenças cardíacas.

SOB CONTROLE

Em entrevista à editoria de política da TB que foi publicada na edição de segunda-feira do periódico, o secretário municipal de Saúde, Léo Prates, disse que a pandemia de covid-19, em Salvador, está sob controle, mas que o momento ainda é de cautela. “A pandemia está sob controle. Só há duas formas epidemiologicamente de passar: uma é a vacina e a outra é alcançar a imunidade de rebanho. Nós estamos em vias de fechar o inquérito epidemiológico com a Fiocuz para averiguar qual a situação epidemiológica da cidade”, afirmou o secretário.

Na ocasião, questionado sobre o que poderia ter sido feito de diferente na pandemia e quais foram às principais falhas no combate ao vírus, Prates afirmou que não houve uma preparação mais efetiva para o enfrentamento contra a covid-19. “Fomos aprendendo com outras experiências pelo mundo e no Brasil. A nossa vantagem é que nós não fomos o primeiro Estado. Pudemos acompanhar as ações em São Paulo e esse foi um grande problema. Mas, agora, através da qualificação dos servidores, o Sistema Único de Saúde está pronto para enfrentar outras pandemias”, afirmou.


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