» » Homenagens a Iemanjá serão mais modestas por conta da pandemia

  O trecho de praia que vai do restaurante Sukiyaki até o Buracão está fechado.

Foto: Reprodução

Em um dia como hoje, 2 de fevereiro, quando baianos e turistas saúdam a Rainha do Mar, Iemanjá, com o tradicional Odoyá, a imagem que logo vem em mente de muitos é o bairro do Rio Vermelho, tomado de pessoas, dos quatro cantos da Bahia, do Brasil e do mundo, que encaram um o sol forte, seguindo um ritual de quase 100 anos, saudando e agradecendo as graças alcançadas.  

Porém, em 2021, quando a festa chega aos 98 anos, a veneração a Iemanjá será mais modesta. E o motivo disso é pandemia de Covid-19, uma vez que as aglomerações tão comuns e que faziam muitas pessoas ocuparem essa região da cidade, principalmente no dia de hoje, não serão permitidas, uma vez que grandes quantidades de público podem servir como vetor de transmissão da doença que, não custa lembrar, matou 3.332 pessoas e já infectou, até agora, 126.521 pacientes.

E, para evitar que exatamente o novo coronavírus se propague ainda mais, a prefeitura adotou algumas medidas, como o fechamento, desde ontem (1), de um trecho de praia que vai do restaurante Sukiyaki até o Buracão - onde no último fim de semana aconteceu uma rave, desrespeitando os protocolos de combate à Covid-19. Ao todo, 40 agentes da Guarda Civil Municipal atuam no bloqueio dos espaços à beira-mar. Os acessos foram devidamente tapumados pela secretaria Municipal de Manutenção (Seman), desde a praia do Buracão até a Praia da Paciência. 

Apenas os líderes da colônia de pescadores e coordenação responsável pela entrega da imagem têm acesso à praia. No trânsito, ao invés de vias bloqueadas e colocação de barreiras físicas, esta terça-feira será um dia como outro qualquer, sem modificações no trânsito e no transporte público.

O ponto alto da festa, que é a entrega do presente à Rainha do Mar, também no Rio Vermelho, que geralmente acontece na parte da tarde e faz parte de um espetáculo lindo de se ver, também será modificado este ano. Conforme a organização dos festejos, a oferenda vai sair do Dique do Tororó, como de costume, e chegará até a Colônia de Pescadores, no bairro mais boêmio de Salvador, de onde será diretamente depositada no mar, por volta das 8h, sem qualquer exposição ao público. Por isso, o ideal é que cada cidadão que queira fazer uma homenagem a ela, o faça em algum dos 64 km de praias que pertencem a Salvador, no dia de hoje.

COMÉRCIO

Também conhecida pelo seu lado mais animado, com muita cerveja e samba ecoando pelo Rio Vermelho, a Festa de Iemanjá também traz mudanças para o segmento do comércio. Hoje, bares e restaurantes da região só poderão abrir a partir das 19h. Além disso, haverá proibição do funcionamento de food trucks, comércio informal, ambulantes, carros de som e afins, assim como os depósitos de bebidas. A venda de bebidas alcoólicas em postos de combustível, delicatessens, padarias e similares também estará proibida.

Por outro lado, os comércios e serviços essenciais estarão abertos normalmente, a exemplo de supermercados, padarias, açougues, farmácias, agências bancárias e lotéricas, estabelecimentos que funcionam em regime de delivery (sem retirada no local), estabelecimentos de saúde e clínicas veterinárias. Já os pescadores do Rio Vermelho poderão exercer atividade de pesca e venda de mercadorias sem restrições.

Tribuna da Bahia, Salvador

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