» » Musical em homenagem a Riachão é exibido em palcos virtuais neste fim de semana

 O projeto homenageia compositor, cantor, ator e um dos mais respeitados sambistas do país.

Foto: Divulgação/Assessoria

O Projeto ‘Xô Xuá – Um Samba para Riachão’, musical que conta a história do sambista baiano, volta aos palcos virtuais nos dias 19 e 20 de junho, através da plataforma Sympla, os ingressos custam R$ 20. O espetáculo estreou no dia 13 de maio deste ano e foi assistido por mais de 500 espectadores.

Financiado pelo Programa Aldir Blanc Bahia, o musical traz momentos marcantes da história do sambista e suas canções popularizadas por diversos cantores. O texto se desenvolve a partir de um encontro com um jornalista que deseja escrever um livro sobre o samba na Bahia.

O diretor Antonio Marques conta que a escolha de homenagear Riachão surgiu por perceber que o artista de certa forma não teve e nem tem o reconhecimento merecido pelo conjunto da sua obra. “Um artista com a genialidade de Riachão, um compositor com mais de 500 músicas e que só teve durante toda a sua carreira três discos gravados é algo no mínimo questionável, dentro dessa cultura brasileira, que por mais retinta que seja em todas as suas influências, insistem em ser branca”, afirma. 

Antônio conta que o sambista soube que receberia a homenagem. “Infelizmente ele não conseguiu assistir ao espetáculo, mas obteve conhecimento de que uma Cia de Teatro da cidade dele, que ele tanto cantou e amou, estaria montando um espetáculo em sua homenagem”, lamenta o diretor.

Com texto da dramaturga Ilma Nascimento e elenco composto por Denise Correia, Lívia França, Agamenon de Abreu, Clara Paixão, Leonardo Freitas e Gilson Garcia, com participação especial de Davi Zion, o espetáculo é pode ser adquirido através do link: www.sympla.com.br/produtor/artesintonia

Riachão  

Clementino Rodrigues, o Riachão, foi um dos maiores responsáveis pela consagração do samba na rádio soteropolitana, na década de 1940. O baiano se tornou um dos mais respeitados sambistas do país, com letras que enaltecem a baianidade, os malandros, as baianas do acarajé, os capoeiristas e os assalariados pobres. 

Diversos nomes da indústria fonográfica interpretaram as canções de Riachão, a exemplo dos cantores Gilberto Gil e Caetano Veloso, que elegeram o samba “Cada Macaco no Seu Galho” para celebrar o retorno da dupla do exílio em Londres. 

Riachão morreu na madrugada do dia 30 de março de 2020, aos 98 anos. Segundo amigos e familiares, o artista estava dormindo e sua morte foi declarada como de causas naturais.

 

Foto: Divulgação/Assessoria
Foto: Divulgação/Assessoria



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