» » Onda de violência em 'paredões' deixam moradores assustados

Localidade conhecida como ‘Pistão’ estava cheia quando homens armados começaram a fazer disparos. Feriado prolongado combina com diversão e alegria para muitos baianos. Porém, a noite de terça-feira (12) terminou em tristeza e revolta para pelo menos seis famílias, que tiveram seus parentes assassinados depois de um tiroteio na Rua Voluntários da Pátria, entre o bairro do Uruguai e a Avenida Suburbana.

Foto: Romildo de Jesus

De acordo com a Polícia Civil, uma festa do tipo paredão acontecia na comunidade até que uma briga foi iniciada entre alguns dos participantes. No confronto entre dois grupos armados, foram iniciados os disparos, que assustaram os presentes no evento e feriram mais doze pessoas. Ainda não há informações sobre o estado de saúde dos feridos.

Veículos estacionados no ponto conhecido como ‘Pistão’ também foram marcados pelas balas. A motivação dos envolvidos na chacina está sendo investigada pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), com apoio do Departamento de Inteligência Policial e do Departamento de Polícia Metropolitana. Entre as vítimas fatais, está um adolescente de 16 anos, que tinha ido encontrar amigos na festa e, segundo a família, não tinha inimigos ou motivos para ser assassinado. Na manhã desta quarta-feira (13), os policiais da DHPP conseguiram encontrar e prender dois dos indivíduos presentes na briga e que teriam efetuado os disparos; os homens estavam no Hospital do Subúrbio com ferimentos. Os departamentos seguem a apuração para esclarecer as causas e encontrar mais suspeitos. Denúncias de populares e imagens gravadas no bairro devem contribuir para as investigações.

Carros parados no local mostram como foi a noite de terror | Foto: Romildo de Jesus

“Com a prisão desses dois supostos envolvidos conseguiremos chegar a outros que participaram da ação e assim chegar à motivação do ocorrido”, disse a delegada Andréa Ribeiro, diretora da DHPP.

Na Cidade Baixa, a barbaridade do crime assustou os moradores dos arredores, que comentam sobre o assunto com medo e dizem que tiveram de mudar hábitos na hora de se divertir. “Eu prefiro fazer meu rolê em casa, ou ir à casa das minhas amigas pra tomar uma e resenhar. Nessas festas de paredão eu não vou, não”, disse uma operadora de telemarketing moradora do Uruguai à reportagem, pedindo para não ser identificada por temer represálias. “Todo lugar que a gente vai, a gente fica com medo agora. Nem pode mais se divertir, sair para passear, sem saber se volta”, lamentou.

Fonte:Tribuna da Bahia

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