» » Mistura de emoções marca primeiros vacinados contra Covid-19 em Salvador

“Gente, é difícil explicar, mas é um momento muito singular na vida da gente diante do que nós vivenciamos, um sofrimento mundial diante de tantas perdas de entes queridos. É um momento de glória, porque existiram vários profissionais que se empenharam. Para mim é uma honra estar aqui neste momento, uma gratidão inicialmente a Deus e, abaixo de Deus, todos os profissionais, cientistas, técnicos, enfermeiros, médicos, diretores dos hospitais que se empenharam muito”, declarou.

A enfermeira ainda ressaltou que trabalha com muito orgulho na linha de frente do combate ao novo coronavírus e declara que a vacina traz um alento para toda a população. “Eu acredito que esse sentimento que estou passando agora é o sentimento que está no coração de todos, porque é uma luz no fim do túnel, é uma esperança e, a gente só tem a agradecer, só a agradecer”, repetiu.

 

Demais imunizados – Assim como Maria Angélica, outras três pessoas pertencentes ao público prioritário, de um total de 21 mil neste primeiro momento, também receberam a primeira dose da vacina contra a Covid-19 na cerimônia. Uma delas é o médico Uenderson Araújo, de 30 anos, há dois deles atuando no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

 

“Muito feliz em estar representando meus colegas de profissão, que estão atuando diariamente com pacientes com Covid, fazendo transferências, nesse período que já dura quase um ano, um período difícil e duro. É um marco, um divisor de águas no ponto de vista da assistência aos pacientes. Saber que você está um pouco mais protegido faz um diferencial muito grande”, avaliou.

O médico ainda salientou a importância da imunização. “Alguns ainda criticam a questão da imunização e isso é uma visão antiga. A forma prioritária de a gente fazer o que se chama de profilaxia, que é a prevenção por infecção da Covid, é pela vacina”.

 

Araújo ainda pontuou o maior desafio durante todo o período de combate ao novo coronavírus. “Estar longe da minha família. Não poder ir em casa, porque você quer manter o distanciamento e não quer contaminar os seus pais, é difícil. 


Além disso, estar vivendo diariamente com pacientes críticos, no sentido de lidar diariamente com vida e com óbito e se dedicar ao máximo ao paciente, querendo ou não você espelha um pouco em um familiar e isso impacta bastante”, relatou.

 

Outra imunizada foi a dona Lícia Pereira Santos, de 86 anos. Ela, que passou a maior parte da vida na região da Baixa de Quintas, chegou à Osid em 2014 para fazer um tratamento de reabilitação motora. No ano seguinte, começou a viver no Centro Geriátrico da instituição.

“Ai, uma alegria muito grande eu tive por ser contemplada para participar. Eu tava muito contente, alegre mesmo. Acordei cedo, aliás sempre acordo cedo, mas hoje muito leve”, comentou a idosa.

 

Já a enfermeira Deisiane Tuxá, de 31 anos, não conseguia esconder o orgulho em representar a população de mais de 30 mil indígenas residente na Bahia, distribuídos em 22 povos. Ela mesma atua no Distrito Sanitário Especial de Saúde Indígena na cidade de Rodelas, ao norte do Estado.

 

“Com muito prazer e alegria estou aqui hoje. Agradeço a oportunidade de estar representando meu povo Tuxá e de toda a população indígena da Bahia. É gratificante estar aqui participando desse momento histórico e é preciso que toda a comunidade acredite na vacina porque, daqui para frente, só temos a avançar”, declarou Deisiane.

 

SECOM - Secretaria de Comunicação

Telma e Sara: (71) 3202-6106 

Fotos: Valter Pontes/Secom

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