» » Vereadores reconhecem necessidade do toque de recolher em Salvador e defendem prorrogação de auxílio

 Apesar das críticas sofridas pelo prefeito Bruno Reis (DEM) por parte de setores do comércio, pelas medidas restritivas adotas e ampliação do toque de recolher em Salvador, o gestor ao menos tem ao seu lado lideranças da Câmara Municipal. 

Seja de oposição ou da base do governo, é consenso que as ações tomadas nas últimas semanas são urgentes para tentar reduzir a taxa de contaminação da doença.

A petista Marta Rodrigues, líder do bloco de oposição na CMS, destaca o esforço não só do seu colega de partido, o governador Rui Costa (PT), como de Bruno Reis (DEM).

Ela reconhece a "pressão" sofrida pelos gestores, que se emocionaram em entrevista a programas de TV local nesta segunda-feira (1°) ao comentarem a situação da rede saúde no município e estado e casos como a morte de uma garota de 16 anos, vítima de Covid-19.

Apesar de fazer uma avaliação positiva da condução de Bruno Reis, Marta pontua que o problema do transporte público ainda precisa ser resolvido. A edil pontuou a dificuldade de convencer a população da necessidade do isolamento social, quando os ônibus permanecem cheios em horários de pico na cidade.

"Tem que aumentar a frota, não dá para ter decreto e ônibus circulando cheio, é uma preocupação pois é um vetor de transmissão da doença, precisa dar prioridade ao transporte", disse Marta em entrevista ao BNews.

Para o líder do governo, Paulo Magalhães Jr. (DEM), o prefeito e o governador acertaram ao prorrogar o toque de recolher, que impede a circulação entre às 20h e 5h, e impõe o fechamento de atividades não essenciais.

O demista concordou que ambos os gestores têm tomado decisões acertadas.

"Temos que tentar todas as formas de minimizar a possibilidade de aglomeração, de encontros [...] não podemos deixar acontecer o caos na saúde, do jeito que está crescendo, a cada dia, se continuar nesse ritmo podemos esperar o pior. Por isso, o prefeito e governador têm tomado medidas duras e necessárias nesse momento", salientou.

Cris Correia, líder do PSDB na Casa, acrescenta que as decisões do poder público são pautadas em estatísticas e dados científicos. No caso do toque de recolher em vigor em todo o estado, explica a tucana, deve ter sido registrado que nos finais de semana há uma maior concentração de pessoas, não só em bares e restaurantes, como em festas como os "paredões".

"As medidas não são tomadas aleatoriamente, são baseadas em dados [...] quando instituiu o toque de recolher, foi porquê estatisticamente foi identificado neste período que existe mais aglomeração, nos sábados e domingos, pessoas que vão para os restaurantes e bares, paredões, movimentos que vulnerabilizam todos nós", opina.

A vereadora Maria Marighella manifestou o seu "respeito" aos prefeitos e governadores, não só de Salvador e Bahia, como de outros municípios e estados, diante do "apagão" do governo Bolsonaro diante da pandemia. 

"Devemos reconhecer o papel dos prefeitos e governadores, o Brasil precisa reconhecer, conseguiram cuidar das vidas enquanto o Governo Federal assume uma posição negacionista", disparou a petista, acrescentando ainda o incentivo a não utilização da máscara de proteção e às aglomerações, por parte do presidente Jair Bolsonaro.

Segundo Marighella, é impossível se manter "indiferente" diante das mortes causadas pelo vírus, e por isso o discurso emocionado nesta segunda-feira, tanto de Rui Costa, quanto de Bruno Reis. 

"É um esforço coletivo na Bahia, tanto do governador quanto do prefeito Bruno Reis, de tomarem as melhores medidas. É impossível ficar indiferente, o governador chorou hoje [...] são famílias com perdas, crianças fora da escola", listou a vereadora. 

AUXÍLIO

Enquanto o Governo Federal não decide sobre um novo auxílio-emergencial, em Salvador a Prefeitura pretende prorrogar o programa "Salvador por Todos". 

Se depender da CMS, o projeto mais uma vez deve passar sem maiores problemas. De acordo com os vereadores, o objetivo agora é conseguir fazer com que o benefício seja repassado para outras categorias.

"O que deixa as pessoas em casa são as alternativas. Tenho uma reunião com a Coalizão Negra por Direitos para a gente conseguir ampliar o benefício para outros setores. Somos absolutamente favoráveis à ampliação do prazo, mas precisamos fazer uma análise desses grupos e apresentarmos emendas aos beneficados", explicou.

Marta Rodrigues aproveitou para pedir ao prefeito Bruno Reis que consiga estender o alcance do programa e garantiu que vai colocar o bloco à disposição e dar celeridade ao processo. "Sabemos da dificuldade financeira, mas temos que priorizar as vidas nesse momento", salientou.

Paulo Magalhães Jr. garantiu que o prefeito não deve encontrar "nenhum" impedimento para aprovar a prorrogação do programa, que distribui o benefício de R$ 270,00 e também cestas básicas para cerca de 20 mil pessoas na capital baiana.

"A Câmara sempre esteve ao lado da cidade em momentos de dificuldade e vai continuar, buscando ampliar os segmentos que recebem esse auxílio", assegurou.


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