» » Em Camaçari, Lula critica saída da Ford da Bahia

O ex-presidente Lula foi até Camaçari ontem, antes de encerrar as agendas na Bahia da caravana do PT pelo Nordeste.

Foto: Reprodução Instagram

Por Henrique Brinco 

 O ex-presidente Lula foi até Camaçari ontem, antes de encerrar as agendas na Bahia da caravana do PT pelo Nordeste. O líder petista visitou o Senai Cimatec, ao lado do governador Rui Costa (PT) e outras autoridades. No local, ele lamentou a saída da Ford do município. 

"Eu andava p*** da vida pelo fato da Ford ter ido embora. Sobretudo ter ido embora da Bahia, porque vim aqui visitar a Ford várias vezes. E a Ford de São Bernardo do Campo, que tem a minha história", declarou. "Agora estou vendo a quantidade de engenheiros que estão trabalhando aqui e pode quase chegar até ter a mesma quantidade de empregados da Ford, com pessoas qualificadas e ganhando até mais". 

A Ford anunciou a saída de Camaçari em janeiro, quando afirmou que encerrará a produção de veículos no Brasil. Outras duas fábricas da montadora serão fechadas no país e permanecerão funcionando apenas Centro de Desenvolvimento de Produto, também em Camaçari, e o Campo de Provas e sua sede regional, ambos em São Paulo. 

Com o fechamento das fábricas, os veículos da montadora vendidos no mercado brasileiro passarão a ser produzidos nas plantas na Argentina e Uruguai, além de importações de outras regiões. Em maio, a montadora fechou um acordo com os 4 mil trabalhadores demitidos e sediados na Bahia. 

UNIDADE DA ESQUERDA - Antes da visita, Lula também se reuniu com representantes do PSOL-BA. No encontro, a legenda apresentou um programa partidário e defendeu a unidade no campo de esquerda contra o presidente Jair Bolsonaro para a eleição de 2022. 

"Nós do PSOL Popular avaliamos que o nome do ex-presidente Lula é o que hoje reúne as melhores condições de impor uma derrota ao projeto político genocida que ocupa o Governo Federal. Mas a gente entende também que apenas derrotar Bolsonaro não é suficiente. É preciso construir um programa que coloque as demandas do povo brasileiro como prioridade na construção das políticas públicas", declarou a co-vereadora da mandata coletiva Pretas Por Salvador, Laina Crisóstomo. 

Participaram também da reunião o presidente estadual do PSOL, Fábio Nogueira, o deputado estadual Hilton Coelho, o vereador de Santa Teresinha, Danilo Santana, a coordenadora política da Mandata Coletiva Pretas Por Salvador, Eline Matos, a coordenadora geral do DCE UNEB Marina Amaral, o fundador do Coletivo de Entidades Negras, Marcos Resende, a dirigente da Executiva do Psol Salvador, Priscila Costa, a integrante do DCE UNEB, Carol Paraná e o chefe de gabinete do vereador Danilo Santana, Ricardo da Silva. 

"É preciso construir a unidade da esquerda no processo de crítica e autocrítica, não só ao desgoverno federal, mas também ao Governo do Estado da Bahia e a gente só consegue fazer isso reestruturando e fortalecendo os espaços de controle sociais, conselhos, conferências e escuta dos movimentos populares", completou Laina. Tribuna da Bahia


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