» » Paulo André avança às semifinais dos 100 m em Tóquio

Foto: Reprodução/COI

Paulo André Camilo de Oliveira confirmou a condição de melhor velocista do país neste sábado, dia 31, nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Ele terminou em terceiro lugar na sexta série das eliminatórias dos 100 m, com 10.17, e se classificou para as semifinais da prova, que serão disputadas a partir das 19h15 deste domingo (7h15, horário de Brasília), no Estádio Olímpico. A final também será realizada neste domingo, às 21h05 (9h05 de Brasília).

O brasileiro analisou sua corrida e revelou que teve que alterar a estratégia dentro da corrida, em apenas 10 segundos. “Tive uma boa saída, mas uma má aceleração. Eles fugiram um pouco, mas eu me tranquilizei, consegui acompanhar, atacar no final e me classificar. Entrei para fazer uma prova por tempo, mas no meio dela tive de ter paciência para mudar a estratégia e consegui. Agora é trabalhar mentalmente na minha recuperação para chegar à semifinal bem”, comentou o atleta de 22 anos, nascido em Santo André (SP), mas radicado desde criança em Vila Velha (ES).

A série de Paulo André teve uma largada falsa, que culminou na desqualificação de Fabricio Dabla, de Togo. “Isso sempre atrapalha. Eu amarro a sapatilha bem forte perto do tiro de largada e meu pé começou a queimar.”, lembrou o pentacampeão dos 100 m no Troféu Brasil. “Tenho de correr perto da minha melhor marca pessoal (10s02). Seria o ideal para eu passar à final. Agora não tem jeito, é botar o coração na sapatilha e sair forte, ter calma, tranquilizar”, completou o atleta, que fez questão de homenagear o pai e treinador Carlos Camilo. “Não vou negar que estou sentindo falta, mas isso não é desculpa e estou em contato com ele a todo o momento. Tem internet para a gente ficar perto.”

O catarinense Rodrigo Nascimento e o paulista Felipe Bardi dos Santos não avançaram. Rodrigo terminou em sexto lugar na sétima série, com 10.24 (0.8), enquanto Felipe ficou em quinto na série 2, com 10.26 (0.3).

“Não fiz a corrida como estava treinando, mas mesmo assim fiquei contente. O foco total agora passa a ser o revezamento 4×100 m, onde temos uma equipe forte e competitiva”, disse Rodrigo, de 26 anos, nascido em Itajaí (SC). “Eu queria correr a minha melhor marca pessoal. Cheguei bem, treinei bem. O ano inteiro eu corri diversas vezes abaixo de 10s20, de 10s15, mas eu tive um pequeno problema na saída. Eu saí mal e isso eu preciso consertar nos treinos”, afirmou Felipe, de 22 anos, nascido em Americana (SP).

Na qualificação do salto em distância, Samory Uiki e Alexsandro Melo não passaram à final de domingo. O gaúcho Samory obteve a marca de 7m88, ficando em 16º na classificação geral, e o paranaense Alexsandro saltou 6m95, terminando na 29ª colocação. Conhecido como Bolt, Alexsandro volta ao Estádio Olímpico neste domingo para a qualificação do salto triplo, sua especialidade.

“Tem Mundial no ano que vem, vou continuar treinando. Fiz um primeiro bom salto para abrir a prova e tentei arriscar nos dois próximos, mas tomei duas faltas. O objetivo era saltar acima de 8 m. Tentei arriscar e não deu. Mas estou feliz por estar aqui, nesse estádio, vivendo essa atmosfera, uma experiência maravilhosa. Vivenciar isso aqui, mesmo com pandemia, é maravilhoso. Valeu abrir mão do meu mestrado para estar aqui”, comentou Samory,

Na noite deste sábado no Brasil (domingo cedo no Japão) mais quatro brasileiros competem: Tatiane Raquel da Silva e Simone Ferraz nas eliminatórias dos 3.000 m com obstáculos, às 21:40; Eliane Martins na qualificação do salto em distância, às 21:50; e Lucas Carvalho nas eliminatórias dos 400 m, a partir das 22:45.

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