» » Refinaria de Mataripe manterá preço de gasolina mesmo com redução

Decisão é da Acelen, empresa criada pelo fundo árabe Mubadala para administrar a unidade.

Foto: Romildo de Jesus

A Petrobras anunciou que o preço médio de venda da gasolina para as distribuidoras reduziu de R$ 3,19 para R$ 3,09 por litro. O novo valor, que entrou em vigor ontem (15), representa uma redução média de 3,13% ou de R$ 0,10 por litro. Essa foi a primeira redução nos preços da gasolina desde 12 de junho. Apesar da redução feita pela estatal, o preço da gasolina na Bahia deve ser o mesmo. Informações obtidas pela Tribuna da Bahia dão conta que a Acelen, empresa criada pelo fundo árabe Mubadala para administrar a, agora, Refinaria Mataripe, manterá o valor praticado no momento.

"Informamos que a Acelen manterá os preços vigentes da gasolina praticados no momento. Qualquer alteração ou ajuste serão informados em tempo através de nossos canais de comunicação”, diz comunicado enviado às distribuidoras e obtido com exclusividade pela Tribuna da Bahia. A Acelen, que tem como CEO Luiz de Mendonça, assumiu a administração da refinaria no dia 1º deste mês após a Mubadala e a Petrobras assinarem o contrato final (closing) para a transferência definitiva do controle da refinaria. O Mubadala comprou a refinaria da Petrobras por US$ 1,65 bilhão.

Para o diretor de comunicação do Sindipetro/BA, Radiovaldo Costa, a decisão da Acelen de manter o valor já era prevista e faz parte do monopólio privado. Segundo ele, como a refinaria baiana foi privatizada, não mais pertencendo à estatal federal, a política de preço da refinaria será independente. “Essa situação já tínhamos anunciado antes da privatização. Fatalmente isso iria acontecer. A Petrobras não vendeu apenas a refinaria, vendeu o mercado baiano de gasolina e gás de cozinha. Agora, a gente vai ficar refém desse monopólio privado. Nós seremos obrigados fatalmente a pagar, pois não temos alternativa. Infelizmente isso é a comprovação daquilo que nós já denunciávamos”, lamentou.

ANP

Procurada pela Tribuna da Bahia para comentar o assunto, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) disse que não se posiciona sobre reajuste ou não nos preços dos combustíveis. Segundo a agência, refinarias, distribuidoras e postos podem fazer reajustes ou deixar de fazer sem a necessidade de autorização de nenhum órgão público.

"A ANP não comenta sobre reajustes nos preços dos combustíveis. Os preços dos combustíveis e do gás de cozinha (GLP), por lei, são livres no Brasil. Tanto refinarias, quanto distribuidoras e postos de combustíveis podem fazer reajustes, sem autorização, nem da ANP, nem de nenhum órgão público. Ou seja, os preços são fixados pelo mercado", diz em nota a agência.

Também em nota, a Acelen disse que a política comercial da empresa é de ser competitiva, amparada em critérios técnicos e transparentes. Disse que tem observado as oscilações naturais do mercado e que está permitindo aos clientes terem visibilidade e previsibilidade dos preços.

Preço nos postos

Na semana passada, segundo a agência, o preço da gasolina praticado nos postos do país registrou leve queda. O levantamento mostra que o preço médio do litro da gasolina passou de R$ 6,742 para 6,708, uma queda de 0,50%. Na Bahia, o preço mais alto da gasolina comum foi registrado em Eunápolis (R$ 7,39). Em Salvador, o preço mínimo ficou em R$ 6,910 e o máximo em R$ 6,99.

Sobre o preço e a não redução do valor pela refinaria de Mataripe, o Sindicombustíveis-Bahia, entidade que representa os postos de combustíveis no Estado, afirmou, em nota, que não interfere no mercado e respeita a livre concorrência. 



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