» » Epidemia de arboviroses pode voltar a acontecer em Salvador

Ações de combate da Prefeitura durante todo o ano contribuíram para redução de 96% dos casos de dengue, zika e chikungunya. População deve continuar vigilante aos focos do Aedes.

Foto: Romildo de Jesus

Após um ano com uma queda expressiva nos registros de arboviroses, grupo que inclui a dengue, a chikungunya e a zika, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) emitiu um novo alerta para a possibilidade de uma epidemia em Salvador. Na última edição do Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LirAa), a primeira feita depois de quase dois anos de pandemia, o departamento de Vigilância à Saúde constatou que de cada cem imóveis analisados, dois tinham focos do mosquito, índice que se manteve estável em comparação a janeiro de 2020, quando as visitas dos agentes de combate às endemias aos domicílios ainda eram permitidas. A presença do Aedes provocou 1022 contaminações na capital baiana, sendo 625 ligados à dengue, 341 registros de chikungunya e 56 casos de zika, durante o período de janeiro a novembro deste ano.

As arboviroses sofreram uma queda de quase 100%, considerando o mesmo período do ano passado.

 Entretanto, mesmo com a suspensão das ações domiciliares por conta do contexto da pandemia, a Prefeitura intensificou as medidas de combate aos criadouros do inseto, principalmente com o Verão já batendo na porta. Dentre as iniciativas, que integraram o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e a Limpurb, foram realizadas limpezas de terrenos baldios, inspeções em residências e estabelecimentos comerciais e distribuição de protetores para caixas d’água sem tampas, além de ações educativas. A Secretaria de Manutenção (Seman) realizou a limpeza de córregos, com aplicação de pesticida biológico, e aplicação de pastilhas contra o mosquito nos bueiros. O secretário Léo Prates esteve em Itapuã, onde a taxa de criadouros é mais alta: de acordo com ele, dez em cada cem casas visitadas tinham algum foco para o Aedes. “Estamos com os agentes de saúde, os agentes de endemias, os agentes comunitários, todos trabalhando com a Diretoria de Vigilância, para evitar um surto de dengue, zika e chikungunya”, afirmou.

Além da fiscalização estilo varredura em Itapuã, continua em vigor a ação Verão sem Mosquito, realizada pelo CCZ e que vai até fevereiro, com a atuação de 1500 agentes de combate às endemias nas áreas monitoradas pela SMS como mais afetadas pelos possíveis criadouros do Aedes na cidade. A força-tarefa irá colocar armadilhas e ovitrampas em imóveis e repartições, aplicar inseticida e larvicida em locais com potencial para focos de água parada, levantar bueiros, dentre outras providências. “Intensificamos o trabalho de enfrentamento ao Aedes com os mutirões nos bairros em parceria com a Limpurb. Isso ajudou a manter o indicador estável na cidade. Vamos seguir com a intensificação das medidas para reduzir ainda mais esse indicador durante o verão”, garantiu a diretora de Vigilância à Saúde Andréa Salvador. Mesmo assim, é importante lembrar que eliminar as chances de reprodução do mosquito é um esforço coletivo. “Estamos fazendo toda a nossa parte. Mas, a gente precisa da colaboração da população. Como você faz isso? Limpa a sua casa, tira vasilhame parado”, disse Léo Prates.

Tribuna da Bahia

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