» » » » » Manoel Soares diz que já foi morador de rua: "Virei segurança de travesti"

Siga-nos no instagram @tvconexao33


Manoel Soares, apresentador do Encontro ao lado de Patrícia Poeta, relembrou o passado e fez revelações, no fim de semana, sobre a sua juventude. O jornalista, ativista social e co-fundador da Central Única das Favelas, de 43 anos, contou que chegou a morar na rua em Porto Alegre e explicou como fazia para sobreviver na época. De Salvador, na Bahia, ele se mudou para a capital do Rio Grande do Sul em 1997, ao lado do irmão. Por lá, ele morou até 2016.

"Morei 20 anos lá. Por volta de 1999, o emprego que a gente [ele e o irmão] recebeu caiu e a gente ficou sem nada... Meu irmão, que foi comigo, voltou. No desenrolo, eu virei morador de rua. Eu tinha 19, 20 anos", explicou ele durante o PodPah de domingo (14). "Na Zona Norte de Porto Alegre tem um viaduto chamado Viaduto Obirici, e eu comecei a dormir ali. Eu deitava umas 23h e 5h da manhã os caminhões já começavam a roncar e você já levantava e dava uma ajeitada", recordou, dizendo que viveu quatro meses dessa forma.

De manhã, ele ia "bater perna". "Tentar fazer a vida, né, negão? Você não vai ficar lá deitado, porque aí, né... Mas eu tinha um bagulho comigo, minha mãe sempre me disse: 'Ó, negão, não é para meter a mão em nada de ninguém. Não usa droga, não vai traficar'", contou aos apresentadores Igor Cavalari (Igão) Thiago Marques (Mítico).

O jornalista falou, ainda, sobre um dos trabalhos que conseguiu na época. E usou -- de forma errônea -- o gênero masculino ao se referir às travestis que trabalhavam na rua. "Na noite, você acaba descobrindo formas de se sustentar. Então, por exemplo, tinha uns (sic) travestis na rua da frente que eles (sic) não tinham ninguém que cuidava deles (sic). Os homofóbicos iam lá e tacavam pedra neles (sic) e tal. Eles (sic) me chamaram para, se alguém fizesse alguma coisa com eles (sic), era para eu correr atrás do caras. Eu era segurança de travesti na noite. A gente está falando de um cara de 20 e poucos anos, negão, grandão, sem nenhuma malícia na vida", lembrou.



«
Anterior
Postagem mais recente
»
Anterior
Postagem mais antiga