» » Policial apontado por integrar grupo de extermínio faz denúncias que envolvem roubo de armas e assassinato

Crédito da Foto: Google Street View
O policial civil investigado pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) por supostamente participar de uma quadrilha que praticava crimes como extermínio e extorsão no município de Conde, a 190 km de Salvador, se pronunciou pelas redes sociais. O agente, identificado como Marco Oliveira Leite, é considerado foragido desde o dia da Operação Condado, deflagrada para localizar ele e um policial militar, que foi preso. 

O policial sustenta, em um áudio, que não está foragido e pretende se apresentar à Corregedoria da Polícia Civil, o que deve acontecer nesta sexta-feira (18/12). Além de se defender, Leite fez graves denúncias que envolvem o titular da Delegacia Territorial de Conde. "Minhas denúncias são gravíssimas, envolvendo roubo e venda de armas, envolvendo esse grupo de extermínio, a cúpula, envolvendo a morte do empresário em Esplanada”, declarou.  

O empresário citado pelo servidor é Adriano Barbosa Reis, assassinado em abril de 2018. De acordo com o policial civil, ele assumiu as investigações, o que teria desagradado superiores. “Eu só quero que garantam a minha integridade física porque eu preciso falar”, completou. 

Segundo a SSP, Marco e o policial militar, lotado na Companhia Independente do Conde, eram investigados desde 2018. O denunciante disse, ainda no áudio, que não estava em casa no momento em que a operação foi deflagrada, mas ressaltou que encontrou seu imóvel revirado, "sem testemunha de nenhum vizinho", como manda a lei brasileira neste tipo de situação. 

CASO ADRIANO

O policial ainda cita no áudio o nome de Adriano da Nóbrega, miliciano morto durante uma operação no município de Conde. Segundo ele, “a Secretária de Segurança Pública terá que explicar porque matou Adriano da Nobrega. Ele tinha muita amizade com a polícia do Conde. Fui apresentado pelo delegado ao Adriano da Nóbrega. Eu não sabia quem era. Quando eu vi na televisão, eu lembrei", destacou Marco. 

Procurado pela equipe de reportagem do Aratu On, o presidente do Sindicato dos Policiais Civis, Eustácio Lopes, informou que os dois policiais envolvidos na investigação, incluindo o policial civil autor das denúncias, serão ouvidos nesta sexta pela Corregedoria da Polícia Civil. 

“O sindicato está acompanhando e eu não sei quais são as respostas da SSP ou da Polícia Civil sobre essa denúncia, mas é grave. Ele denuncia a questão do Adriano da Nobrega. Ele denuncia uma execução [...] Ele relata que o Adriano emprestou dinheiro para um delegado de alto escalão da Polícia Civil. Na fala de Marco, ele diz: ‘como um policial treinado do BOPE vai entrar em confronto com setenta policiais?’. Eu também acho estranho”.

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