» » » Palocci foi o ‘porta-voz’ da propina para Delfim, diz procurador

Foto: Antonio Cruz/ ABr
O procurador Athayde Ribeiro Costa, do Ministério Público Federal (MPF), afirmou hoje que o ex-ministro Antonio Palocci foi o "porta-voz" de propinas sobre as obras da Usina de Belo Monte para o ex-ministro da Fazenda da ditadura Antonio Delfim Netto, para o PT e para o MDB.
O economista e seu sobrinho, o empresário Luiz Appolonio Neto, foram alvos de busca na Operação Buona Fortuna, 49ª fase da Lava Jato.
De acordo com o Estadão, Athayde Ribeiro Neto apontou que os pagamentos a Delfim Netto "foram efetuados parte em espécie, parte mediante depósitos em empresas de seu sobrinho Luiz Appolonio Neto e dele próprio em contratos fictícios".
Segundo a operação, já foram rastreados pagamentos que somam R$ 4,5 milhões de um total estimado em R$ 15 milhões, pelas empresas Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, Odebrecht, OAS e J. Malucelli, todas integrantes do Consórcio Construtor de Belo Monte, em favor de pessoas jurídicas relacionadas a Delfim Netto, por meio de contratos fictícios de consultoria.

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